Pandemia e crise econômica: o que esperar do futuro para o comércio exterior

Giovanna Giuga

Giovanna Giuga

Graduanda em jornalismo pela PUC-Campinas, atualmente no último ano. A poucos passos para o fim da faculdade, segue comunicativa e em busca de boas e novas pautas.

A pandemia do novo Coronavírus teve – e ainda tem -, efeitos devastadores não só na saúde, mas também na economia, o que também afeta as empresas do Comércio Exterior. Faturamento, inadimplência, estoque de matéria-prima e logística de transporte são apenas alguns dos problemas enfrentados pelo setor. Com isso, a imprevisibilidade do mercado e o planejamento do futuro tornam-se um grande desafio.

A Covid-19 mudou todo sistema de negócios no exterior, visto que a China, local em que a pandemia começou, era, até então, o principal exportador mundial, seguido dos Estados Unidos. Eram, aproximadamente, US$ 2,5 trilhões exportados todos os anos e, com os danos na economia chinesa, todas as relações comerciais internacionais foram colocadas à prova.

Aqui no Brasil, esses impactos já podem ser vistos de perto. Logo no início dessa nova epidemia, faltavam contêineres vazios para realização das exportações, o que fez com que menos navios saíssem da China e, consequentemente, houve um acúmulo de contêineres por lá, gerando uma escassez global dos equipamentos.

Além disso, todos os modais (aéreo, marítimo e rodoviário) foram seriamente afetados com todas as medidas sanitárias impostas pelos países para conter a disseminação do vírus.

Depois de um ano da explosão da pandemia, as nações ainda continuam lutando contra esses desafios de diversas maneiras. Já é possível observar alguns dos impactos do Coronavírus no Comércio Exterior, mas ainda é preciso manter-se vigilante em relação ao futuro.

Expectativas para o Comércio Exterior

Mesmo antes da nova epidemia ser uma preocupação mundial, a economia já caminhava para uma desaceleração inclusive no Brasil, que já vinha sofrendo uma crise econômica, política e social.

O crescimento do desemprego, que atingiu a taxa de 13,9% segundo o IBGE, a crescente desvalorização do real a polarização e o crescimento da instabilidade política eram alguns dos principais sintomas da crise que assolava o país.

Apesar de todos os obstáculos e dificuldades, o Comércio Exterior se mostra bastante otimista. Isso porquê especialistas do setor acreditam que, mesmo o primeiro trimestre tendo sido turbulento, com fretes elevados e o fechamento de muitas empresas, o setor já está adaptado a essas dificuldades e já sabe como agir.

Esse positivismo também se dá devido à forte expectativa de a Ásia se livrar da crise nos próximos meses. Afinal, China é nosso principal comprador soja e proteína animal, o que ajudará a diminuir os efeitos de uma recessão econômica.

O que mudou nos transportes?

A “tsunami” causada pela Covid-19 também afetou a logística e os modais de transporte. Por exemplo: muitas viagens de navio foram canceladas, principalmente depois que a China relatou, em abril do ano passado, infecções de Coronavírius em mais cidades, até mesmo em pessoas que já haviam contraído a doença.

Já em relação ao transporte rodoviário, o início da pandemia causou certa preocupação, já que, com o isolamento social, houve diminuição do comércio e setores industriais. Mas, esta situação foi rapidamente revertida, graças ao crescimento do e-commerce.

Só no primeiro semestre de 2020, a expansão do e-commerce no Brasil bateu o recorde impressionante de mais de 1,3 milhão de lojas online, com um ritmo de crescimento de 40,7% ao ano, conforme mostra a 6ª edição da pesquisa “Perfil do E-Commerce Brasileiro” publicada no portal e-commercebrasil.


Com todas as mudanças que aconteceram de repente, pudemos encontrar na internet o meio mais rápido, prático e seguro de realizarmos nossas compras. Isso fez com que o segmento atingisse, em apenas alguns meses, os resultados esperados para os próximos cinco anos.

Tal mudança de comportamento, aparentemente, veio para ficar, pois as tendências e o comportamento dos consumidores em relação à tecnologia estão mudando na mesma velocidade em que nos acostumamos a ela.

Uma pesquisa da Criteo revelou que 56% dos consumidores brasileiros afirmaram que compraram no e-commerce pela primeira vez durante a pandemia, enquanto 94% pretendem continuar comprando nas lojas online que descobriram neste período.

Setores em destaque

De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), os setores de produtos essenciais, como o de alimentos e bebidas, apresentaram um crescimento de mais de 180% nas vendas.

Já nos setores de saúde e bem-estar, com a higiene no centro das preocupações e de maneiras de evitar o contágio pelo Coronavírus, produtos que aumentam a imunidade, produtos de limpeza, fitness e de meditação em casa, além daqueles para skin-care passaram a ficar no topo das listas de compras dos brasileiros.

Tendências X Tecnologia

Com as medidas de isolamento social, veio à tona um assunto que já era visto como uma tendência, mas ainda era um tabu para muitas empresas: o home office. No mercado corporativo, esta foi a melhor solução para continuar faturando em meio à crise.

As negociações do Brasil com outros países não pararam durante a pandemia e isso se deve aos grandes investimentos em novas tecnologias que permitem que as atividades sejam realizadas remotamente.

Porém, as soluções tecnológicas não se limitam à simplificação de procedimentos-padrão. Elas também ajudam a aumentar a produtividade nas empresas, além de reduzir os custos e minimizar erros.

Diante desta nova realidade, em que as empresas foram praticamente forçadas a se adaptarem à transformação digital, é preciso que as empresas de Comex gerenciem ainda mais seus processos.

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