Inovação tecnológica e cooperação serão essenciais para manutenção de empresas no mercado

Giovanna Giuga

Giovanna Giuga

Graduanda em jornalismo pela PUC-Campinas, atualmente no último ano. A poucos passos para o fim da faculdade, segue comunicativa e em busca de boas e novas pautas.

Em um futuro próximo, a inovação tecnológica e a cooperação serão essenciais para a manutenção das empresas no mercado nacional e internacional. A avaliação é do coordenador do curso de Comércio Exterior da Faculdade de Tecnologia de Indaiatuba (Fatec), Ricardo Sérgio Neiva Nóbrega, com base no comportamento mundial em decorrência da pandemia do Sars-CoV-2.

Desde que foi registrado o primeiro caso da covid-19 no Brasil, não só as pessoas, mas as empresas de pequeno, médio ou grande porte, em especial as do setor de Comex, tiveram que se readequar às novas medidas de segurança exigidas pelos órgãos sanitários para garantir a continuidade na linha de produção e a saúde de seus colaboradores.

O novo coronavírus trouxe mudanças significativas para todos os setores e segmentos. O distanciamento e o isolamento social foram um dos principais fatores desta transformação emergencial.

“A pandemia veio para dar uma bagunçada geral. E os empresários que não tiverem um olhar para frente, vão ficar para trás e podem até se perder”, disse Nóbrega.

O distanciamento social foi o primeiro e o grande passo forçado para que as empresas arrancassem as vendas dos olhos e passassem a enxergar que mesmo estando em casa, seus colaboradores podiam produzir no mesmo ritmo ou até melhor.  

Um ano depois do início das explosões de casos de covid-19 no Brasil e as mudanças continuam, mas agora em processo mais acelerado em todos setores. “É necessário que as empresas comecem a entender desde já as transformações que estão ocorrendo ao seu redor e também nos quatro cantos do mundo para adaptar-se a elas”, frisou o coordenador do curso.

Isso significa, segundo Nóbrega, que o empresário terá que começar a monitorar tudo o que está acontecendo no mundo, inclusive as formas de consumo, as ações de seu concorrente, a exigência dos consumidores entre outros.    

De acordo com o especialista, uma das tendências que consta em relatórios da Organização Mundial do Comércio (OMC) para as empresas é a implantação de protocolos de segurança para a questão sanitária dos produtos.

“Outras duas tendências mundiais são: a inovação tecnológica para tudo e a segunda, a necessidade de cooperação. A primeira está relacionada à produção, à comunicação, ao processo do próprio produto. A segunda, a colaboração entre as próprias empresas, entre as escolas, com o poder público e até a colaboração internacional, para que as inovações não demorem a acontecer”, explicou Nóbrega.

O especialista explica que no caso da colaboração, práticas atuais serão reforçadas, ou seja, empresas podem até negociar entre si a produção de um determinado material. Por exemplo, uma fabricante de móveis que exporta para um determinado país, pode fazer um acordo com um fabricante internacional para que ambos invistam na tecnologia do produto e um deles produz e o outro comercializa com a sua marca. “É preciso ter um olhar especial desde já. Apesar de todos os problemas que a pandemia está proporcionando, temos que pensar no amanhã.  Se olharmos o mercado internacional, vamos enxergar águas turbulentas, mas é necessário separar os problemas e seguir em frente”, aconselhou Nóbrega.

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